sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Futuro estranhamente normal!

Aquele menino teve uma estranha visão
Eu vi um monte de pessoas indo para o mesmo lugar
Não entendi o que era
Eram todas iguais, sem coração
Sem sentimento, sem capacidade de pensar

Ele viu algo estranho mais era jovem para imaginar
A grandeza da decadência daquela peculiar premonição
Havia um trono naquele lugar
Era feito de sangue operário
Havia muito dinheiro, mas nada para se alimentar

Aquele menino não era dali
E não entendia aquele mundo do cão
Eu vi muita coisa estranha
Vi passar um avião escrito: “quero cair no chão”
Achou estranho, mas até ali tudo era então
Não havia estranho num mundo estranho
O estranho era normal
Ele seguiu

Ele viu muitos carros mais nenhum motorista
Ele viu a luz, mas não enchengou o amor
Encontrou a dor e nada colorido
Pensou num filme
Num filme de terror
E uma luz negra cegou sua vista

“Ei menino estranho nesse mundo normal”
Ele pensou: Eu sou normal isso aqui que é estranho
Mas lhe veiu um pensamento
Um normal num mundo estranho vira estranho num mundo normal
Parou e chorou
Não havia boas noticias naquele futuro jornal
“páre aí mesmo onde esta”
Ele correu

Sentiu medo e pensou que estava errado naquele lugar
Mas não imaginou que era a pessoa certa no lugar errado
Mais uma vez não entendeu nada
“não se mexa, não ande, não respire, não faça nada”                          

Parou

Eu vi muitos homens correndo, ouvi murmurros
Não entendi as palavras
Mas li as letras dos muros
“eu quero fugir, eu quero viver”
E pensou naquelas palavras
Será certo ou errado, vamos ver

Era o fim dos dias e o começo do novo começo
O mundo havia encontrado seu climax
Havia pedras de tropeço, havia erro maquinado
Não tinha alimentos, por que celulares vendiam mais
Em todos os becos havia dinheiro acumulado
Mais ninguém se importava
Era tudo mentira, se não havia mais o que comprar
Ele achou estranho, mas pelo estinto
Encheu os bolsos!

Sentiu fome naquele nefasto lugar
Procurou o que comer
E um lugar pra sentar
Parou alguém na rua
Onde posso encontrar comida, tenho dinheiro para pagar
Gargalhadas, comprar?
Tome aqui sua arma e vá caçar
Não temos mais lanchonetes, não temos bar
Achou estranho?
Há sempre a opção de se matar

Aquele menino entendeu um pouco
E não quis entender o resto
Pensou consigo mesmo
É hora de acordar
Acordou
Sozinho em seu quarto pensou
Que não seja uma profecia
Mas nem imaginou

Esse tempo chegou!

Atillas Felipe Pires
18/01/2013

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