Não foi nesse tempo, foi num tempo do passado
Uma época em que o amor existia de verdade
E tocou aquele jovem casal
Tocou aquele jovem casal na sua melhor idade
Não existia entre eles ciúmes, não havia maldade
Era um amor sincero, um romance de livro
Mas como tudo tem seu lado ruim
O pai da moça proibiu desde cedo aquela felicidade
Não sei muito bem onde essa história aconteceu
Mais me veio numa noite tudo isso de uma vez
Alimentou minha insensata lucidez
E então, revi, reescrevi, analisei, me fascinei
Foi assim que aconteceu
Era domingo e tinha festa na praça
O casal apaixonado escondidos se abraçavam
Mas rezava a lenda, comprada pelo pai da moça
Junto a uma feiticeira que rogava desgraça
“condenados serão, para nunca mais se verem..
Cada um em um canto do mundo...um quente outro frio”
Assim será, quando eles se tocarem
E essa vergonha refletir no publico espelho do rio
E sem saber o que o pai havia feito
Guiado pelo amor
Aquele casal se entregou, escondidos na floresta distante
Foi mágico para ambos
Foi sincero, foi fascinante
Mas quando ela olhou para ele, havia algo brilhante
Sua cor mudava, algo estava errado
Ela não entendia, mas aquilo era o efeito do mal-olhado
E então, ele se transformou no sol
E o dia raiou junto com sua subida ao céu
Ela chorou e pensou no amor perdido
E nem percebeu seu cabelo virar um estranho branco véu
Ela virou a lua, e também se viu nua nas nuvens
Condenados eles estavam a viver separados
Cada um em um canto
Como dizia o feitiço encomendado pelo maldoso pai
Ele irradiava seu calor diário
E ela seu brilho gélido noturno
Mas como o amor sempre encontra uma forma
Enquanto durante o dia o sol ardia sobre o rio
A noite a lua refletia sua luz
E seu reflexo sentia o calor do seu amor
Que era deixado diariamente
Como um recado de amor
E foi assim que o amor de verdade venceu a maldade
Por que o amor sempre encontra um jeito
E água fria encontrou calor do sol
Enquanto a lua que brilha
Sentia o amor na água do calor diário
Do seu amor!
Atillas Felipe Pires
28/01/2013
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