Entre um olhar e outro há algo a não dizer
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Não diga, não se irrite
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Não seja, não veleja
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É amor distante, que lacrimeja
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Mesmo assim, não se sente
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É alguma coisa que vem e que vai
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Mas não fica para o jantar
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No peito cria raízes, depois de uma boa semente
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E então você senta-se na lareira enfrente
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E fica por um tempo sem fazer nada
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Pensar faz parte, onde esta o jantar?
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Naquela noite há estrelas
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E entre um beijo e outro, alguma coisa rasteja
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Nem tudo é sinceridade
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Nem tudo mora no peito do amor
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Algumas coisas não passaram da amizade
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Mas passaram
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E quem derá, fosse sempre assim
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Não falo por você, não falo por ninguém
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Não falo de amor, não falo de mim
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O tempo passa rápido demais
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E as vezes, parece não ter fim
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Mas não tem, nunca teve
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Mas não contésto sua lei
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Nessa nossa vida cinza e colorida
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Quem se atreve
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Aceitar é um erro, acredito nisso
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Mas nesse tempo muitas coisas aprendi
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Eu sei
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Indo e vindo nessa onda que tem muito a me dizer
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Hoje estou colhendo o que esses dias plantei
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E de você não tenho mais nada
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Já paguei meu castigo da vida passada
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Agora vejo a glória bem perto do fim do tunel
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Que trás a luz para o novo caminho
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Não tenho ninguém, vou indo
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Encontro alguém, nunca sozinho
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Entre um olhar e outro há algo a não dizer
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Não diga, não se irrite
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Não seja, não veleja
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É amor distante, que lacrimeja
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Então o que eu falo?
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Falo fim
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E assim seja.
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Atillas Felipe Pires
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23/01/2013
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Falo fim..e assim seja!
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