Não é tão
simples Nicolas
Nada é
simples Nicolas
Ficar
rico, ganhar muito dinheiro
Construir
uma casa
Um carro,
conta cheia
Mármore no
banheiro
Não é tão
simples Nicolas
Nada é
simples Nicolas
Mas vamos
tentar
Não custa
arriscar
Sonhar não
é deitar e esperar
Se vem
comigo então
Quem sabe
onde podemos chegar
Quero 18
quilates
Não pedaço
de latão
Cansei de
esperar
A ideia é
simples, sem erro
Não
precisa ter medo
Nem
hesitar em participar
Hoje em
dia o negócio é quebrar as regras
O sistema
encarar e bolar um plano pra burlar
De tantos
cifrões disponíveis
Eu quero é
mais
Eu quero é
mais
Por que
viver nesses olhares tão sofríveis?
Se é só
chegar e pegar
Um assalto
a banco estava pra acontecer
Dois
malacos de rua, sem nada a perder
Dois
demônios pertubados pelo ódio
E pela
corrida incessante pela área de fumantes
Lucios,
advogado calculista, raciocínio, amante do dinheiro
Pior tipo
de gente, estilo trapaceiro
Nicolas o
primo sem jeito, motorista nato
Vicky de
Barcelona, saia curta e deslumbrante como um diamante
O álibi
perfeito para cães famintos por carne e prazer
E por
ultimo o rei do plano, aposentado simples
Sem nome
para todos, se apresentou como Senhor Fulano
Esse era o
time, era o esquema marcado
Tudo bem
feito, plano bem bolado
O sistema
é traído pelas próprias raízes
Pelo seu
preconceito
Usou
gravata ficou bonito, é advogado, é rico, ou quem sabe prefeito
Eis aí a
falha a ser explorada
Cara
estudado, como assim..
Quem vai
acreditar
Então meu
velho, senta aí e espera pra vê
Não quero
nem saber, vamos lá
Vamos
roubar
Vamos
botar para foder!
Lucios tem
a lábia, e sabe entreter
Entrou
pegou a fila, sentou e esperou
Sabia
exatamente tudo que tinha a fazer
O pouco
que demorou começou a reclamar
Falou
alto, chamando atenção
Ameaçou o
caixa, vou te processar
Cansei de
esperar
O
segurança chegou e chamou todos os outros
"Meu
senhor estamos com problema de pessoal"
Calma não
é nada pessoal
Postos
abandonados, advogado revoltado
Escolta
toda junta acalmando o doutor
Vicky de
Barcelona, saia curta tipo lona
Na porta
de entrada soa um grito
"Saia
seus vagabundos, saia seus drogados"
Perturbada
estava sendo, pelos dois malacos
Um
estilete nas mãos ameaçavam Vicky
Vagabunda
sem vergonha, vamos te matar
Seguranças
na sede, de bater em vagabundos
Saíram
todos da agência
Já que
estavam todos juntos
"Que
burros"
Foi a
deixa que precisava para o assalto anunciar
"Todo
mundo pro chão, filhos da puta eu vim foi pra pegar"
Gritou lá
de dentro o advogado
Começou a
gravata afrouxar
Fez todos de
refém
Lá fora a
confusão foi contida
Vicky
sorriu pelo canto da boca
Enquanto
os malacos saiam em corrida
Os
seguranças não entenderam nada
Agora já
era, a ideia estava armada
Todos lá
fora, não adiantou o treinamento
No posto
de cada um, agora não tinha nada
A imprensa
chegou, a policia também
"Vamos
negociar, ninguém precisa se machucar"
Libere os
reféns
Lá dentro
o advogado feito cobra
Pegou só o
ouro guardado na parte de penhora
Muito
dinheiro, 700 milhões e fácil de carregar
Encheu
duas bolsas com pesos iguais
Algo assim
bem pensado, somos animais
"Você
não vai se salvar, se renda agora"
Libere os
reféns
Lá fora
gritou Vicky "meus Deus meu avô"
Cardíaco
la dentro
Salvo-o
meu Senhor
Lá dentro
Sr Fulano, começou a tossir
"Meu
garoto por favor, eu preciso ir"
Liberado o
velho, plano concluído
Debilitado
aposentado
Ninguém ia
notar
Entrou no
carro com Vicky e sumiu do lugar
"Agora
somos nós, você tem que se render"
"Sua
situação já ta feia, eaí, o que vai fazer?"
Lucios era
esperto e sabia proceder
Ganhou
tempo e esperou, estava tudo no plano
"Ok!
vou sair..mas quero um colete"
Com a
imprensa toda ali, nada ia acontecer
Mas para
tudo sair como tinha de ser
O relógio,
quatro voltas, em torno de si
Tinha que
dar
Estava
tudo no esquema, nada ia falhar
Tudo bem
vou me render
Mas sei
meus direitos, se sofrer algum abuso
Pode crê,
tudo vai feder
Saiu com a
mochila, foi rendido pelos policiais
Que
surpresos ficaram quando abriram a bolsa
Nenhuma
nota nem ouro
Papel de
campanha política picado
"Mas
que porra é essa"?
Esse é o
meu roubo, eis aqui meu protesto
Com seu
chefe, eis aqui o meu rombo
Sem notas
essenciais
“Me acuse
pelo roubo de papéis tão banais”
Enquanto
isso do outro lado da cidade
No
aeroporto embarcando
Sr Fulano
e Vicky rindo sozinhos
A segunda
bolsa com ouro, brilhando nos pés
"Sou
aposentado, sem revista por favor"
Sem nada
dar errado, sem erro sem caô
Fim de
plano
Tudo certo
Em
Barcelona os Malacos, tomando champange e ouvindo Fulô
Estavam
esperando sentados num bar
Aí que
lindo estou
Aí que
lindo ficou
Atillas
Felipe Pires
24/01/2014
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